segunda-feira, 22 de março de 2010

Concerto para Bebés

Este domingo fomos, pela segunda vez, ao Concerto para Bebés em Sintra. A primeira vez tinha o Daniel 7 meses, agora já com 33 viveu o concerto de forma diferente. Ficou muito feliz por ver todos aqueles instrumentos a tocar ao vivo. Eram um trompete, um acordeão, um clarinete, um saxofone e alguns instrumentos étnicos como o Dan Moi (berimbau de boca), froggy (sapo tipo reco, temos um deste), kalimba, etc.,. Foi muito bonito. É de encantar verificar como cada criança reage de forma diferente ao que se passa em seu redor. Todos muito curiosos em relação àquelas pessoas vestidas e a falar a cantar de maneira diferente. E depois todos aqueles instrumentos que têm uns sons tão giros! ‘Quero mexer’, era de certo o que eles mais desejavam (outros há, que o que querem mesmo é fugir dali, está escuro e há muito barulho, o que é isto? Para onde me trouxeram os meus pais doidos?! He, he!).
O Daniel e o David mostram-se satisfeitos. O David quis logo tocar nos botões do acordeão e depois não resistiu em pôr as mãos dentro do saxofone, afinal aquilo tem um som engraçado e treme nas mãos, para além de ter ido quase para cima do senhor Paulo que estava a tocar um grande instrumento redondo que imita o som do mar e até tinha uns peixinhos muito bonitos lá desenhados. No final, estava no meio do palco agarrado a uma peça que o trompetista tinha deixado no chão (julgo que era um abafador), quando foi o agradecimento ele lá continuava, deve ser artista!! Contudo estava mesmo mais interessado naquela peça curiosa que alguém deixou ali para ele brincar!
O Daniel, por incrível que pareça, mostrou-se mais acanhado. Estava fascinado com os instrumentos, mas quando surgiu a oportunidade de vê-los de perto ficou introvertido (fez-me lembrar de mim própria). No fim, quando era para voltar ao lugar é que ele perguntou se podia dançar. Todavia, no final do concerto perdeu a timidez e lá esteve ao pé do saxofonista, tocou nos botões, conversou com ele e até demonstrou alguns conhecimentos. Afinal, o meu pimpolho conhece muitos instrumentos, que eu com a idade dele, e até bem mais velha, não fazia a ideia que existiam.
Foi um dia de emoções fortes. Depois, da música andámos por Sintra em busca do príncipe Filipe. Foi a forma que encontrei para que o Daniel comesse a sopa ao almoço, e não é que funcionou. Pena o príncipe ter fugido de nós. Passámos à sua porta, ele é que já lá não estava. Fomos continuar a busca no Dolce Vita Tejo e por fim descobrimos que ele afinal partiu de avião para outro lado. Vimos o seu avião levantar voo para parte incerta.
Como é bom ser criança, oh alegre inocência, e como passa tão depressa! E como em crianças ansiamos ser adultos. Oh triste inocência!
Um domingo em família, só nós, que raridade! Obrigada aos meus amores, pequenos e grande!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Os meus pequenos grandes amores

O David começou a andar com 12 meses e 2 semanas, de pernas e braços abertos para se equilibrar, muito engraçado. Agora já corre e sobe degraus. Tem piada ver um ser tão minúsculo a mover-se pelos seus próprios meios e a demonstrar claramente para onde quer ir. E apesar do seu tamanho dá para perceber que, de facto, os homens não se medem aos palmos. Quando o contrariam demonstra uma animosidade tal que supera largamente o seu pequeno porte.
Não diz uma palavra e se lhe pedimos para fazer alguma coisa, como aquela mania que os adultos têm de pedir às crianças para bater palminhas, sem que motivo haja para que isso aconteça, roga-se e só faz o que bem lhe entende. Afinal ele tem a sua personalidade e está-se nas tintas para o que lhe pedem. Com ele não se divertem de graça. E quanto a falar lá terá o seu tempo e ele é que sabe.
Contudo é muito meigo e adora mimos, desde que não lhe massacrem as bochechas como o pai gosta de fazer। Tudo tem limites!

O Daniel, é um rapazinho! Insiste em ser pequenino quando lhe convém e o mesmo acontece quando lhe convém ser grande। A verdade é que ele também é pequenino, mas maior que o mano, e disso ele não consegue escapar। Cedo deixou de ser o centro das atenções, estas agora têm de ser repartidas.

O Daniel é um artista! Adora música. Toca viola, bateria e djembé com ritmos certos e canta afinadinho na sua própria linguagem. Tem também uma personalidade muito forte e não é fácil abdicá-lo das suas teimosias. Fala imenso, é a fase do papagaio! Repete um sem número de vezes a mesma coisa e se por acaso o ignoramos ele faz questão de que nos apercebamos da sua vontade ou da sua questão. É muito sonoro, nestas situações, e não só!
Ele e o irmão comunicam à sua maneira e é delicioso vê-los “conversar” e brincar, quando estas brincadeiras não são um desporto radical e perigoso para o David.