Este domingo fomos, pela segunda vez, ao Concerto para Bebés em Sintra. A primeira vez tinha o Daniel 7 meses, agora já com 33 viveu o concerto de forma diferente. Ficou muito feliz por ver todos aqueles instrumentos a tocar ao vivo. Eram um trompete, um acordeão, um clarinete, um saxofone e alguns instrumentos étnicos como o Dan Moi (berimbau de boca), froggy (sapo tipo reco, temos um deste), kalimba, etc.,. Foi muito bonito. É de encantar verificar como cada criança reage de forma diferente ao que se passa em seu redor. Todos muito curiosos em relação àquelas pessoas vestidas e a falar a cantar de maneira diferente. E depois todos aqueles instrumentos que têm uns sons tão giros! ‘Quero mexer’, era de certo o que eles mais desejavam (outros há, que o que querem mesmo é fugir dali, está escuro e há muito barulho, o que é isto? Para onde me trouxeram os meus pais doidos?! He, he!).
O Daniel e o David mostram-se satisfeitos. O David quis logo tocar nos botões do acordeão e depois não resistiu em pôr as mãos dentro do saxofone, afinal aquilo tem um som engraçado e treme nas mãos, para além de ter ido quase para cima do senhor Paulo que estava a tocar um grande instrumento redondo que imita o som do mar e até tinha uns peixinhos muito bonitos lá desenhados. No final, estava no meio do palco agarrado a uma peça que o trompetista tinha deixado no chão (julgo que era um abafador), quando foi o agradecimento ele lá continuava, deve ser artista!! Contudo estava mesmo mais interessado naquela peça curiosa que alguém deixou ali para ele brincar!
O Daniel, por incrível que pareça, mostrou-se mais acanhado. Estava fascinado com os instrumentos, mas quando surgiu a oportunidade de vê-los de perto ficou introvertido (fez-me lembrar de mim própria). No fim, quando era para voltar ao lugar é que ele perguntou se podia dançar. Todavia, no final do concerto perdeu a timidez e lá esteve ao pé do saxofonista, tocou nos botões, conversou com ele e até demonstrou alguns conhecimentos. Afinal, o meu pimpolho conhece muitos instrumentos, que eu com a idade dele, e até bem mais velha, não fazia a ideia que existiam.
Foi um dia de emoções fortes. Depois, da música andámos por Sintra em busca do príncipe Filipe. Foi a forma que encontrei para que o Daniel comesse a sopa ao almoço, e não é que funcionou. Pena o príncipe ter fugido de nós. Passámos à sua porta, ele é que já lá não estava. Fomos continuar a busca no Dolce Vita Tejo e por fim descobrimos que ele afinal partiu de avião para outro lado. Vimos o seu avião levantar voo para parte incerta.
Como é bom ser criança, oh alegre inocência, e como passa tão depressa! E como em crianças ansiamos ser adultos. Oh triste inocência!
Um domingo em família, só nós, que raridade! Obrigada aos meus amores, pequenos e grande!